Terapia

Terapeuta Junguiano

17 de fevereiro de 2017

Processo Terapêutico na Abordagem Junguiana.
O terapeuta é um profissional dotado de técnicas que podem auxiliar os pacientes a viver melhor, trazendo-lhes um maior entendimento da sua dor, vivendo de maneira mais harmônica. Durante a terapia, o analisando é convidado a explorar com o terapeuta, num espaço seguro e sigiloso, sentimentos, pensamentos e fantasias que formam o pano de fundo do conflito sentido pelo paciente. Os motivos que trazem as pessoas ao consultório são problemas diversos que causam de alguma forma sofrimento emocional. Crises nos relacionamentos, no trabalho, ansiedade, depressão, doenças de fundo emocional, transtornos de pânico, transtornos alimentares, obesidade, bullying, entre muitas outras coisas. É através destes problemas que uma pessoa costuma sentir a necessidade de buscar ajuda. Para a análise e compreensão do ser humano, são utilizadas técnicas que exploram o universo simbólico, enfatizando o trabalho com os sonhos e as técnicas expressivas. Estabelece-se assim um diálogo entre o consciente e o inconsciente, possibilitando a transformação e a ampliação do olhar em relação a si mesmo e ao mundo.

 

Vendas

Medo de enxergar

Para Jung, os sonhos desempenham, na psique, um importante papel complementar (ou compensatório). Ajudam a equilibrar as influências dispersadoras e imensamente variadas a que estamos expostos em nossa vida consciente; tais influências tendem a moldar nosso pensamento de diversas maneiras que são com frequência inadequadas à nossa personalidade e individualidade. “A função geral dos sonhos é tentar estabelecer a nossa balança psicológica pela produção de um material onírico que reconstitui, de maneira útil, o equilíbrio psíquico total”. (Jung, 1964, p.49)

Jung abordou os sonhos como realidades vivas que precisam ser experimentadas e observadas com cuidado para serem compreendidas. Ele tentou descobrir o significado dos símbolos oníricos prestando muita atenção à forma e ao conteúdo do sonho e, com relação à análise dos sonhos, Jung distanciou-se gradualmente da confiança psicanalítica na livre associação. “A livre associação vai trazer à tona todos os meus complexos, mas dificilmente o significado de um sonho. Para entender o significado do sonho, precisamos nos agarrar tanto quanto possível às suas imagens.” (Jung, 1934, p.149). Na análise, Jung traria continuamente seus pacientes de volta às imagens do sonho, e perguntar-lhes-ia: “O que dizia o sonho?”

Meu

Sonho meu

Pelo fato do sonho lidar com símbolos que têm mais de um significado, não pode haver um sistema simples ou mecânico para sua interpretação. Qualquer tentativa de análise de um sonho precisa levar em conta as atitudes, a experiência e a formação do sonhador. É uma aventura comum vivida entre o analista e o analisando. O caráter das interpretações do analista é apenas experimental, até que elas sejam aceitas e sentidas como válidas pelo analisando.

Mais importante do que a compreensão cognitiva dos sonhos é o ato de experienciar o material onírico e levá-lo a sério. Um analista junguiano salientou a importância de “tratar nossos sonhos como amigos” e encará-los não como eventos isolados, mas como comunicações dos contínuos processos inconscientes. “É necessário que o inconsciente torne conhecida sua própria direção, e nós devemos dar-lhe direito de voto idêntico ao do ego, se é que cada lado deva adaptar-se ao outro. À medida que o ego ouve e o inconsciente é encorajado a participar do diálogo, a posição do inconsciente é transformada daquela de um adversário para a de um amigo, com pontos de vista de algum modo diferentes, mas complementares” (Singer, 1972, p.283)

sobre o autor

Gil Mori

Criador da página “Os círculos do amor” escreve para blogs sobre como podemos mudar nossas relações de forma simples. Hoje atua com os atendimentos individuais no Espaço Viver com Arte em São Paulo capital e com oficinas, workshops e treinamento em todo o Brasil.

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